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terça-feira, janeiro 29, 2008

REGULAMENTO TÉCNICO MARCAS N 2008

COPA PARANÁ DE VELOCIDADE NA TERRA

REGULAMENTO TÉCNICO MARCAS N 2008



01 – MOTOR

02 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO

03 – CABEÇOTE

04 – TRANSMISSÃO

05 – FREIOS

06 – SUSPENSÃO

07 – PESO

08 – ELEMENTOS DA CARROCERIA

09 – SISTEMAS ELÉTRICOS

10 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO

11 – RODAS E PNEUS

12 – DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA

13 – DISPOSIÇÕES FINAIS

COPA PARANÁ DE VELOCIDADE NA TERRA

REGULAMENTO TÉCNICO MARCAS N 2008


Regulamentação aprovada para veículos turismo, produzidos no Brasil em série e grande escala, com capacidade mínima para 4 passageiros, homologados, até o ano de 1993, para participação nas provas da Copa Paraná de Velocidade na Terra – categoria Marcas N para a temporada de 2008.


INTRODUÇÃO:

Os veículos descritos acima, que disputam a temporada de 2008 da Copa Paraná de Velocidade na Terra - categoria Marcas N, somente poderão utilizar motor classe 1.600cc, 8 válvulas. Movido a alcool.




1- MOTOR:

1.1 – Bloco: Será utilizado o bloco original dos modelos 1.6 ou 1.8, sendo permitido a usinagem apenas nos cilindros e encamisamento dos cilindros, permite-se o aplainamento da face superior do mesmo, para reaproveitamento de bloco, ficando com medida mínina de 190mm medidos do acentamento da bronzina no bloco até a face superior, para o modelo AP fica liberado o uso de bloco moderno.

Linha Volkswagem: motores AP600

Linha Escort, (exceto modelo europeu) Verona, Apolo: AP 600.

Linha GM: Chevette 1.6

Linha Fiat: 1.6r (1600 CEVEL)

1.2 – Motor: 1.600cc, original. É permitido o uso de pistões de sobremedidas até 1,00 mm desde que seja original do veículo, mesmo que sua aplicação resulte em aumento de cilindrada.

1.3 – Pistões, Pinos: Deverão ser originais ou paralelos desde que especificações idênticas aos originais do motor 1.6 utilizado e comercializado na rede de concessionárias e distribuidores de peças ficando liberado o uso dos pistões normais de produção. Fica estabelecido que poderá ser plainado somente a face superior do pistão, (Cabeça do pistão) nenhum outro retrabalho será permitido. Para o motor do Fiat é permitido aumentar as cavas de válvula no pistão para acerto de taxa. Para Chevette fica liberado pistões do monza 1.8 familia II com diâmetro 84,8mm com retrabalho de pinos livre.

1.4 – Anéis: Os anéis deverão ser originais do motor, de qualquer marca nacional, desde que com especificações idênticas ao original, comercializados na rede de concessionárias e autopeças. Permitido sobremedida do anel 1.6 (do standart até 1.00 mm) e ajuste das pontas para acerto de folga, sua montagem deverá ser conforme padrão original. Para Chevette é permitido o uso de anéis 84,8mm obrigatoriamente do Monza 1.8 família II standart.

1.5 - Bielas: Originais da linha de montagem do modelo do veículo. Podem ser retrabalhadas na parte externa mantendo as características originais. Não é permitido bielas com furo de lubrificação na haste. Para Chevette fica liberado retrabalho no alojamento do pino.

Peso mínimo homologado:

Linha VW – 600 Kg.

Chevette – 580 Kg.

Fiat – 600 Kg.

Escort/Verona/Apolo – 600 Kg.

1.6 – Bronzinas: Originais ou paralelo desde que contenham especificações idênticas, sem retrabalho.

1.7 – Virabrequim:

Linha VW: Original do motor, podendo balancear e retificar. Peso mínimo homologado 10,500 Kg.

Chevette: Original do motor, podendo balancear e retificar. Peso mínimo homologado 10,500 Kg.

Escort/ Verona/Apolo: Original do motor, podendo balancear e retificar. Peso mínimo 10,500 Kg.

Fiat: Original do motor, podendo balancear e retificar. Peso mínimo 9,000 Kg.

1.8 – Sistema de Lubrificação: A bomba de óleo deverá ser modelo original, de livre marca e procedência. É permitido alterar a pressão de óleo através de retrabalho na mola da bomba de óleo substituindo, cortando ou calçando a mola reguladora de pressão, é permitido a acréscimo de material para colocação da trava. O carter deverá ser original do motor com livre retrabalho.

1.9 – Engrenagem do Comando de Válvulas e do Virabrequim:
Permitido o uso de Engrenagem do comando de valvula com regulagem.

1.10 – Polia do Virabrequim do Motor: Deve permanecer original do modelo do veículo, sem retrabalho.

1.11 – Volante do Motor:

Linha VW: Original do motor. Com peso mínimo homologado 7,500 Kg.

Fusca/Brasília: Original do motor. Com peso mínimo homologado 7,300 Kg.

Chevette: Original do motor. Com peso mínimo homologado 7,100 Kg.

Escort/Verona/Apolo: Original do motor. Com peso mínimo homologado de 6,000 Kg. para o modelo que utiliza o cambio com sistema de cabo, para o que utiliza sistema de trambulador de vareta o volante (plator) deve ter peso original sem retrabalho.

Fiat: Original do motor. Com peso mínimo homologado de 7,200 Kg.

1.12– Taxa de Compressão: Livre

1.13 – Calços do Motor, Coxim Suporte do Motor: Originais, sem acréscimo de material ou calço (teflon, aço, etc...) devendo o motor permanecer na altura e posições originais.

1.14- Correias: Correia dentada e do alternador original do veículo. Sem alteração das características originais do esticador.

1.15 – Tensor: original sem retrabalho.

1.16 – Filtro de Óleo: de qualquer marca nacional, desde que com as especificações idênticas ao original do motor.

1.17 – Bomba de Água: Original do veículo sem retrabalho.

1.18 – Polia da Bomba de Água: Original do modelo do veículo sem nenhum retrabalho.

1.19 – Recuperador de Óleo: Obrigatório, com capacidade mínima de 2 litros.




2 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO:

2.1 – Carburador: Fica estipulado que o carburador será, para todos os motores AP 600, (com exeção do passat), especificamente o Weber nº 450, com retrabalho interno liberado, com difusor máximo de 22mm e borboleta máxima de 30mm. Sendo que não será permitido o uso de difusor do tipo variável, furos de fluxo de ar em torno do difusor ou qualquer outro artifício que resulte em aumento do fluxo de ar.
Não é permitido a remoção do venture (emulcionador). Para os modelos Chevette e passat fica liberado o uso do carburador solex H34 com retrabalho livre e borboleta máxima de 34 mm, e linha fiat fica liberado o uso do carburador Weber 460. Com retrabalho livre.
Para motores a AR deverá ser utilizado o carburador Solex original, ø mm. Medido na altura da borboleta.
2.1.1 – Mecanismo de acionamento das borboletas de aceleração: Livre.

2.2 – Afogador: É permitida a retirada da borboleta de afogador e seu mecanismo de acionamento.

2.3 – Chicle: Original do carburador ou paralelo desde que contenham especificações idênticas podendo refurar chicles e calibradores de passagem do ar e combustível.

2.4 – Canetas: Permitido o uso das canetas do modelo do carburador com retrabalho.

2.5 – Flange: Original do modelo do veículo, sem retrabalho. É permitido a instalação de base para acomodar o carburador de no máximo 5 mm apertado, para veículos equipados com motor AP longitudinal. Para os veículos Escort, Verona e Apolo, fica liberado flange livre, até 20 mm no máximo para adaptação do carburador Webber 450. Desde que a mesma não altere a posição original do carburador e deverá ser fixado com parafusos.

2. 6 – Tela Protetora do Carburador: É opcional o seu uso, sendo que para sua instalação, o carburador não poderá sofrer qualquer alteração. Não é permitido que, quando instalada a tela

protetora no carburador venha a exercer função que não seja de proteção. Nenhum artefato ou suporte poderá sustentar a tela protetora, a mesma terá que ser fixada com os prisioneiros existentes e que originalmente fixam o conjunto do filtro de ar.

2.7 – Filtro de Ar: É facultativo a utilização do filtro de ar, porém se usar, o mesmo deverá ser original da marca, permitido retrabalho sem acréscimo de material.

2.8 – Filtro de Combustível: Livre.

2.9 – Direcionamento de Ar: Não é permitido o direcionamento de ar forçado, de gases ou qualquer tipo de aquecimento dirigido a boca do carburador. Não é permitido usar sistema de aquecimento elétrico.

2.10 – Bomba de Combustível: Mecânica, sistema original de marcas livre, desde que contenham especificações idênticas as originais.

2.11 – Tanque de Combustível: Com livre retrabalho e fixação. Dreno obrigatório que devera ter saída única embaixo do tanque, não podendo ficar combustível quando aberto a capacidade do tanque e livre ficando proibido o abastecimento entre as 2 (duas) baterias.

2.12 – Combustível: Álcool hidratado vendido no autódromo.

2.13 – Mangueira de Combustível: deverá ser tubulação única, saindo do tanque até a bomba de combustível. Pode-se utilizar filtros de combustível, ficando proibido o retorno de combustível ao tanque.

2.14 – Condutores e Canalizadores: É permitido aumentar o diâmetro dos condutores e canalizadores de combustível, sendo sua localização livres. Quando os mesmos tiverem passagem no habitáculo, deverão ser revestidos contra fogo em toda sua extensão dentro do habitáculo.




3 – CABEÇOTE:

3.1 – Marca: Deverão ser usados originais dos modelos a álcool ou gasolina, sem retrabalho nos dutos e na câmara de combustão. Permitido apenas aplainar a face inferior para acerto de taxa.
Proibido alterar qualquer característica original, proibido também qualquer retrabalho nas sedes de válvulas.

3.2 – Juntas de Vedação e de Cabeçote: É permitido o uso de juntas de livre marca e procedência, não é permitido o uso de O Ring em substituição ou com a utilização da junta do cabeçote. Para o veículo Chevette fica liberado o uso de O Ring.

3.3 – Pratos das Molas de Válvulas, Chavetas e Tuchos: Deverão permanecer originais, sem nenhum retrabalho.

3. 4 – Comando de Válvulas: Para motores AP é permitido somente a utilização do comando específico denominado: 049 H nas características originais dos modelos. Para os modelos Chevette e Fiat serão usados comandos originais sem qualquer retrabalho. Para motores a ar, comando livre.

3.5 – Coletor de Admissão para Todos os Modelos: Deverão ser originais do motor sem retrabalho e sem acréscimo de material (proibido solda). Proibido a retirada do homogenizador (espinho). Proibido jatear para limpeza. É permitido obstruir a circulação de água quente no coletor, porem sem utilizar qualquer liquido ou artifício para resfriamento do mesmo. Proibido também revestir o coletor com qualquer tipo de material.

3. 6 - Coletor de Escape: Deverá ser original do motor, fica definido que para os modelos (Gol, Voyage, Passat, Parati) deverá utilizar o modelo original fabricado até o ano de 1993, e para os veículos (Escort, Apolo, Verona) fica definido o coletor do Escort do modelo antigo (fabricado até 1991) permitido furar para adaptação da sonda. Fica proibido o revestimento do mesmo com qualquer material Ex. (manta térmica, amianto etc.)

3.7 – Sistema de Escapamento: A partir do final do cano duplo de escape (flange) original do modelo, o escapamento deverá ter saída única com fluxo total no final do escapamento, em um único cano com a mesma dimensão, com bitola livre, e o corte ao final do tubo deverá ser de no máximo 45 graus e devem, obrigatoriamente se tornar saliente em relação ao ponto da traseira do veiculo (off-set) em mais de 5 cm (cinco centímetros) e menos de 15 cm (quinze centímetros) o tubo do escapamento deverá situar-se a uma altura, de modo que nenhuma parte suspensa do carro toque no solo quando dois pneus do mesmo lado estiverem vazios com o piloto a bordo e em condições de corrida. Ë proibido o uso de qualquer tipo de silencioso ou abafador.
Proibida a saída lateral do escapamento.
Fica liberado o uso de sonda no escapamento.
3.7.1. - As juntas dos sistemas de escapamento são livres.
3.7.2. - É proibido direcionar o roteiro do escapamento pelo interior do habitáculo, sendo proibida qualquer modificação do cano de escape que modifique a forma interna do monobloco.

3.8 – Válvulas: Proibido qualquer retrabalho, acréscimo ou retirada de material, devendo ser totalmente originais.




4 – TRANSMISSÃO

4.1 – Embreagem (Disco Platô e Rolamento): Original da marca, 1.6 ou 1.8 comercializados na rede de concessionários e distribuidores de autopeças, de qualquer marca que forneça para a montadora, ex. Sachs, Luk, Valeo, comercializado no mercado de reposição de peças.
4.1.1 - Cabo de acionamento da embreagem: Livre, mantendo o mesmo sistema.

4. 2 – Cambio / Diferencial: A caixa de câmbio e o diferencial deverão ser originais do veículo com 4 ou 5 marchas, sem nenhum retrabalho com as seguintes relações:
Passat / Voyage / Gol:

Marcha Dentes Relação
1ª 38/11 3,45
2ª 35/18 1,94
3ª 36/28 1,28
4ª 31/32 0,96
5ª Orig. do modelo

Diferencial 37/9 4,11

Chevette:

Marcha Relação
1ª 3,75
2ª 2,16
3ª 1,38
4ª 1,00
5ª 0,83

Coroa e Pinhão de marca Brasexo podendo ser utilizado os modelos

41/10

39/11


Escort/Verona/Apolo/Logus/Pointer:

Marcha Dentes Relação Marcha Dentes Relação
1ª 38/11 3,45 1ª 34/9 3,77
2ª 36/17 2,11 2ª 36/17 2,11
3ª 39/27 1,44 3ª 35/24 1,45
4ª 35/31 1,12 4ª 35/34 1,02
5ª original do modelo 5ª 36/43 0,83


Coroa e pinhão 66/18 3,66 Coroa e pinhão 71/18 3,94
Não podendo haver intercâmbio nas relações acima mencionadas.

Fiat

Marcha Dentes Relação
1ª 45/11 4,09
2ª 38/17 2,23
3ª 31/20 1,55
4ª 51/44 1,15
5ª 47/49 0,95

Coroa e pinhão 61/17 3,58

Brasília / Fusca

Marcha Dentes Relação
1ª 38/10 3,80

2ª 35/17 2,06
3ª 29/22 1,32
4ª 53/60 0,88

Coroa e pinhão 33/8 4,125


4.3 – Suporte de Caixa: Original do modelo.

4.4 – Trambulador: Original do modelo, para os veículos gol, voyage, passat e permitido o uso do trambulador moderno.

4.5 – Eixo e Juntas Homocinéticas: Livre de marca, desde que contenham especificações idênticas as originais, proibido qualquer retrabalho.

4.6 – Coifas e ou Reparos das Homocinéticas: Livre, desde que contenham especificações idênticas as originais.




5 - FREIOS:

5.1 – Sistema: Original da marca, com discos ventilados ou sólidos originais do veiculo sendo permitido a remoção dos defletores do freio dianteiro. Para o veículo chevette fica liberado a adaptação dos discos ventilados do monza, todos os veículos deverão ter os tambores dos freios traseiros originais do veículo. É proibido o uso de componentes de freio utilizado no sistema antiblocante (ABS).

5.2 – Pastilhas e Lonas: Livres, de fabricação nacional, de qualquer marca.

5.3 – Freios de Estacionamento: Permitida a remoção total do conjunto.

5.4 – Servo Freio: É facultativo seu uso, podendo ser retirado ou utilizado o conjunto original da marca.

5.5 – Pinças de freios: Somente permitido usar pinças de freio originais do veículo. Obs: é opcional o uso de pastilhas grandes ou pequenas.

5.6 – Cilindro de Freio Traseiro: Original.

5.7 – Pedaleiras: livre de marca sem modificar o sistema. É permitido substituir ou modificar o eixo de apoio e montagem das pedaleiras, livre travas, anéis de encosto, contra pino, rosca. Permitido adicionar mola de retrocesso do pedal.

5.8 – Canos de Freios e Flexíveis: Livres, desde que originais.




6 – SUSPENSÃO:

Original do modelo, proibido modificar as dimensões e o sistema homologado pela fábrica, respeitando-se o número de molas por veículos (04).

6.1 – Amortecedores: Livres nacionais.


6.2 – Molas: Originais da linha e do modelo do veículo. Sendo seu retrabalho livre.

6.3 – Buchas e Borrachas dos Amortecedores: Originais, ou paralelas desde que contenham especificações idênticas as originais, proibido retrabalho.

6.4 – Buchas de Suspensão: Deverão ser utilizadas as originais ou paralelas desde que contenham especificações idênticas as originais, proibido retrabalho.

6.5 – Barra Estabilizadora: Seu uso é opcional, porém quando montadas deverão ser originais da marca.

6.6 – Batentes de Suspensão: Originais ou paralelos desde que contenham especificações idênticas as originais. É permitida sua retirada, ou retrabalho, sem acréscimo de material. Não é permitido fatiar o batente.

6.7 – Caixa de Direção e Amortecedor: Deve ser original do modelo, sendo proibido mudar seus pontos de fixação. Livre a retirada do amortecedor de direção.

6.8 – Barra, Ponteiras e Pinos da Direção: Devem ser originais do modelo, sem retrabalho, permitido a inversão da montagem nas barras de direção (passando por baixo)

6.9 – Pivô de Suspensão: Original da linha do veículo (liberado o uso do pivô modelo moderno) com o único fim de segurança.

6.10 – Torre, Mangas: Originais do modelo. Permitido apenas empenar para acerto de cambagem nos suportes originais.

6. 11 – Bandejas: Originais da linha e do modelo do veículo, não é permitido qualquer retrabalho. Para os veículos concorrentes denominados Passat fica liberado o uso do pivô de suspensão do gol.

6.12 – Agregado: Original do veículo sem retrabalho. Proibido o uso de agregado sem buchas de borracha.

Parágrafo Único: Todas as peças da suspensão deverão permanecer originais, salvo aquelas cuja troca, modificação ou retirada seja permitida. A posição dos pontos de montagem da suspensão nos suportes das pontas de eixo das rodas e na carroceria, deve permanecer sem modificação. A altura é livre.




7 – PESO:

O peso mínimo do carro com piloto a bordo com indumentária completa, e estando a quantidade remanescente de fluidos (óleos, água, combustível, etc.)

Linha Volks 850 Kg

Chevette 850 Kg


Escort/Verona/Apolo 900 Kg

Fiat 850 Kg

Fusca / Brasília 800 Kg

A pesagem será realizada antes, durante e após as competições com equipamento colocado a disposição no local do evento. Caso o equipamento de pesagem utilizado seja em libras o valor de equivalência será de 1 libra = 0,454 Kg.
O lastro quando utilizado deverá ser de chumbo, colocado no interior do habitáculo, em local visível, por meio de, no mínimo três parafusos com porca e contra-porca, com parafusos de no mínimo 8mm de espessura e dureza 8.8 e de tal forma que permita a Comissão Técnica, uma lacração eficiente.




8 – ELEMENTOS DA CARROCERIA:

8.1 – Barras de Reforço: É permitido instalar na frente, barra de reforço entre os pontos de montagem da suspensão na carroceria, para impedir a separação e/ou convergência, a fixação destas barras poderão ser efetuadas por meio de cavilhas e/ou soldagem aos pontos de montagem da suspensão. Essas barras também podem ser instaladas nos pontos de montagem da suspensão traseira. É permitido o prolongamento das barras longitudinais do Santo Antônio até os pontos de montagem da suspensão dianteira, até o fim da longarina, e traseira na carroceria, sendo que a sua fixação poderá ser efetuada por meio de cavilhas e/ou soldagem aos pontos de montagem da suspensão ou molas.

8.2 Dispositivos Aerodinâmicos:
8.2.1 – Pára-choques: É facultativo o uso de pára-choques envolventes, tanto traseiro quanto dianteiro, que equipam originalmente os veículos, sendo obrigatório a retirada da sua alma de aço, permitido o uso do suporte do pára-choque, sendo permitido a complementação da fixação da capa envolvente (plástica) por meio de parafusos, arruelas e porcas, São permitidos furos para refrigeração para o radiador, neste caso os furos deverão ser fechados com tela metálica de malha fina pintada, quanto aos demais aspectos superficiais dos pára-choques e capas envolventes estes deverão permanecer originais.

8.3 – Banco: É obrigatória a substituição do banco original por um banco especial para competição de qualquer tipo, formato ou procedência. É obrigatório o uso de encosto da cabeça no banco ou no arco de segurança.

8.4 – Chassis: Fica proibido qualquer tipo de recorte na lataria externa do veículo.

8.5 – Vidros: Para brisa obrigatoriamente laminado quando forem retirados os vidros das portas e vigias laterais e traseira, bem como de todo o seu sistema de acionamento, é obrigatória a instalação de placa de plástico ou acrílico transparente de espessura aproximada de três milímetros, sendo obrigatório o uso de uma tela de proteção, no lugar da janela da porta do piloto. Os acrílicos deverão ser instalados no lugar dos vidros através de eficiente sistema de fixação. É obrigatório a retirada do quebra-vento do lado esquerdo e permitida a instalação de aberturas para ventilação nas placas de plástico ou acrílico ou Policarbonato colocadas no lugar dos vidros.


8.6 – Chapa de Proteção: É obrigatória a instalação de uma chapa de aço com 1,5mm ou alumínio com 3,0mm rígida, estanque ao fogo e aos líquidos, separando o habitáculo do reservatório de combustível.

8.7 – Painel: Será permitida a retirada do painel de instrumentos, podendo revestir o espaço com uma camada de material livre.

8.8 – Bordas dos Paralamas: As bordas dos paralamas podem ser dobradas para dentro se estiverem projetadas para dentro do alojamento da roda.

8.9 – Grade Dianteira: Livre.

8.10 – Caixa de Stepe: Fica permitido a sua retirada

8.11 – Porcas e Arruelas: Em todo o carro, é permitida a substituição de qualquer porca, arruela, parafusos por outra porca, cavilha ou parafuso.




9 – SISTEMAS ELÉTRICOS:

9. 1 – Ignição: Original da marca. O ajuste interno do distribuidor é livre. A bobina deverá ser original da marca ou paralelo desde que contenham especificações idênticas. Devem ser de marca e do modelo do veículo que equipavam originalmente os veículos até 1993.
Proibido o uso de bobina com módulo eletrônico acoplado.

9.2 – Velas e Cabos de Velas: Velas e cabos de velas são de livre procedência, porem de fabricação nacional, e com cabos de espessura original.

9.3 Alternador, Partida: É livre o uso de motor de partida desde que da linha do veículo. Não é permitido nenhum retrabalho. É obrigatório o uso de alternador original da marca, não sendo permitida qualquer modificação. Não é permitido a instalação de uma chave manual para ligar ou desligar a excitação do campo magnético.

9.4 – Bateria: Livre, é permitido colocar fixações suplementares para a bateria. O chicote elétrico do motor é livre. Proibido mudar a bateria de seu local original.

9.5 - Aparelhos de Iluminação: É facultativo o uso de faróis, sinalizadores dianteiros poderão ser substituídos por chapas de fibra de vidro ou alumínio respeitando-se os contornos dos faróis e lanternas originais. Além dos componentes originais de iluminação do veículo, é obrigatório o uso de dois focos de luzes na traseira junto ao vidro vigia, na parte interna do habitáculo, para reproduzir os sinais de lanterna e do freio. As chapas de fibra de vidro ou de alumínio que substituem os faróis poderão ser (furados) para melhor refrigeração do motor.

9.6 – Instrumentos do Painel: É permitido retirar, modificar, e ou substituir e ou acrescentar, de livre procedência, tipo e sistema, (digital ou analógico, elétrico ou mecânico). Não é permitido o uso de telemetria e outro equipamento que transfere informações e dados do carro para o box e vice versa ex. PI e Hot Lap. Proibido o uso de rádio comunicador entre pilotos e box.


9.7 – Componentes Diversos: Chave de ignição de partida, interruptores diversos, relês, soquetes, terminais conectores e abraçadeiras etc, livre procedência e tipo.

9.8 – Chicote Elétrico: O chicote elétrico geral poderá ser modificado por mais simples, porém deverá ser protegido por eletroduto plástico.




10 – SISTEMA DE ARREFECIMENTO:

10.1 – Bomba D’água: É obrigatório o uso de bomba d água original ou paralelo desde que contenham especificações idênticas sem nenhum retrabalho.

10.2 – Radiadores: Poderão ser usados radiadores de água, nacionais, de livre marca e modificação. É permitido instalar tela protetora do radiador na parte interna da grade dianteira.

10.3 – Válvula Termostática: A válvula termostática é de livre marca e tipo, sendo facultativo o seu emprego.

10.4 – Kit Proteção de Papelão p/ Radiador: Facultativo seu uso, livre de marca e procedência.

10.5 – Mangueira D’água do Sistema de Arrefecimento, (radiador): Livre. Permitido retirada da mangueira do retorno do cabeçote (mangueira S).

10.6 – Abraçadeira e Fixação dos Componentes do Sistema de Arrefecimento: Livre.

10.7 – Ventuinha: Para motores a ar poderão ser utilizadas ventuinhas de 14, 16 ou 28 pás sem retrabalho.





11 – RODAS E PNEUS

11. 1 – Rodas: De ferro ou liga, devem ser intercambiáveis entre si, quanto a furação do flange ao cubo das rodas com as seguintes dimensões: aros de diâmetro 13 (treze polegadas). O aro não poderá sobressair ao pneumático quando este estiver montado. Largura máxima da tala: 5,5 (cinco polegadas e meia). Fica liberado para os modelos Escort, Apolo, Verona, Uno refurar rodas ou cubos para utilizar as rodas do modelo do gol. Para Fusca/ Brasília aro 14, tala máxima 6,0 (seis polegadas)
11.1.1 - Não é permitido o uso de válvulas reguladoras e de alívio de pressão dos pneumáticos nas rodas.
11.1.2 – Alargadores: São permitidos na espessura máxima de 25 mm.
11.1.3 – Largura Máxima: A largura máxima permitida para todos os modelos e de 170 centímetros. A medição será executada da seguinte forma: Um gabarito de 170,5 centímetros deverá passar livre entre as partes externa dos pneus rente ao solo. A medição será executada tanto na dianteira como traseira com os pneus calibrados na condição que terminou a prova.


11.2 – Pneus: Os pneumáticos deverão ser de marcas Firestone modelo F 570 nacionais, 175/70/13, não poderão sobressair ao perímetro dos paralamas, visto de cima, sendo para tanto consideradas as medidas e formas dos paralamas dos veículos e modelos originais de fábrica. É permitida a montagem de prisioneiros nos cubos de rodas para utilizar porcas para fixação em lugar de parafusos, que não poderão ficar salientes para fora da porca em mais de 15mm. Proibido o uso de pneus especiais para competição, remold ou recapados. Os pneus deverão ser aprovados previamente pela comissão técnica de segurança, caso algum piloto tenha que substituir alguns pneus entre as baterias automaticamente o mesmo perderá a posição no grid e deverá largar no final do grid.
Não é permitido alterar o desenho original do pneu.
Para fusca / Brasília 185/70/14.




12 – DISPOSITIVO DE SEGURANÇA:

12.1 - Os dispositivos facultativos deverão ser instalados de acordo com os regulamentos técnicos e de participação, além do Regulamento padrão e a Legislação vigente da Confederação Brasileira de Automobilismo.

12.2 – Travas de Segurança: Pelo menos duas travas de segurança acionáveis no exterior do carro são obrigatórios para cada capô (motor e porta- malas). No caso as travas originais poderão ser mantidas, desde que acionáveis por fora do veículo e próximas ao capô.

12.3 – Cintos de Segurança: Um mínimo de 4 (quatro) arneses é obrigatório para compor o cinto de segurança. Dois arneses abdominais e dois para o ombro, que deverão ser fixados na carroceria ou em suportes apropriados não integrantes do arco de segurança e ao banco.

12.4 – Extintor de Incêndio: Os veículos deverão estar equipados com extintor de incêndio de produto químico, não líquido, com capacidade de 4 kg, rigidamente fixado a estrutura e acionáveis pelo piloto, sentado em seu banco e com o cinto de segurança atado. Deve ser instalado verticalmente, ou seja, não será permitido o uso na posição horizontal (deitado) por motivo de segurança. É obrigatória a instalação de canos de cobre dirigidos ao compartimento do motor e ao tanque de combustível. No percurso dentro do habitáculo, os canos deverão apresentar um sistema de furação ao longo de seu roteiro, permitindo desta forma a pulverização do produto químico antichama em todo habitáculo do veículo. O extintor deverá ainda ser acionado por meio de cabos cujas extremidades, providas de argolas ou puxadores eficientes, deverão estar situadas do lado externo do veículo. O mecanismo de disparo deverá ser sinalizado por uma letra E em contrastante a cor do veículo.

12.5 – Arco de Proteção: Desenho livre, obrigatória a instalação de arco de proteção, que permita o livre acesso do piloto ao interior do veículo. O arco de proteção deverá Ter um mínimo de 06 (seis) pontos de apoio. O material empregado na construção do arco deverá ser tubo de aço com dimensões mínimas de 36,0 x 1,7 mm. Deverá ser instalada uma placa de fixação integrada a base de cada montante, com uma espessura mínima igual a parede do tubo referido, sobre a qual estiver

fixada. Deverá ser instalada ainda, igual número de reforços nos pontos de apoio do arco de proteção, através da instalação de chapas de aço, com um mínimo de 2 (dois)mm de espessura e 35 (trinta e cinco) cm² de área (ex. 7x5cm) solidamente fixadas a carroceria, com parafusos de no

mínimo 8 (oito) mm de diâmetro em número mínimo de 3 (três) por placa de apoio ou solidamente soldado ao bloco. Deverá haver uma barra transversal em cada ponta do veículo, bem como outra abaixo do painel de instrumentos. Deverá haver um furo não passante em todas as barras, com diâmetro de 6mm, para verificação da espessura mínima especificada. É permitido o uso do material cronomolibidenio mesmo com dimensões menores que comprovado sua resistência com laudo técnico ou nota fiscal.

12.6 – Espelhos Retrovisores: É obrigatória a utilização dos espelhos retrovisores livre de marca e procedência (interno e externo). É obrigatório a utilização de 2 (dois) retrovisores externos.

12.7 – Alça de Reboque: É obrigatória uma alça de reboque que deverá ser montada nas partes anterior e posterior do veículo. Deverá ser facilmente visível e pintada de amarelo, vermelho ou laranja, ou cor em contrastante com a do veículo.
Proibido o uso de cabo de aço com menos de 8mm.

12.8 – Pára-brisa: É obrigatório o uso de pára-brisa de vidro laminado. Fixação suplementares são permitidas para melhorar a segurança.

12.9 – Limpador de Pára-brisa: É obrigatório o sistema do veículo homologado, completo com duas palhetas, o uso do limpador do vigia traseiro é facultativo.

12.10 – Chave Geral: É obrigatório a instalação de uma chave geral do sistema elétrico, ao alcance do piloto sentado em seu banco com o cinto de segurança afivelado, e outra do lado externo do veículo, indicado por um triângulo azul e um sinal vermelho (raio).



13 – DISPOSIÇÕES FINAIS:

13.1 Acréscimo de Material: É proibido qualquer acréscimo de material, partes ou usinagem a menos que seja especificamente permitida pela regulamentação.
13.1.2 – É permitido o acréscimo de material, por solda, com vistas a recuperar uma peça original, sendo terminantemente proibido qualquer alterações da medidas e do sistema original.

13.1.3 No caso de peça do motor, qualquer conserto que siga respeito diretamente aquelas partes que possam influir no rendimento do carro não será aceito. De qualquer forma somente será autorizada a utilização desta peça (tanto de motor como de caixa de câmbio) quando seu uso for autorizado especificamente, por autorização prévia e por escrito, fornecido com detalhes pelo Comissário Técnico da categoria.

13.2 - Para efeito de vistoria, se uma peça não puder ter origem comprovada dentro deste regulamento, a mesma será considerada adulterada ou irregular.
Os componentes do veículo deverão, obrigatoriamente, ser originais de fábrica ou paralelos desde que contenham especificações idênticas aos adquiridos no mercado paralelo de reposição e que contenham as mesmas especificações técnicas originais. Trabalho, retrabalho e modificações só serão permitidas quando especificamente autorizadas por este regulamento.

Todo e qualquer item, com relevância técnica, não especificado neste regulamento deve
permanecer original de fábrica conforme o modelo do veículo concorrente.

Todos os veículos devem possuir números fixos na lateral, frente e traseira, nome e tipo sangüíneo nas duas laterais e siglas de extintor e chave geral nas partes interna e externa.




Curitiba, 22 de Janeiro de 2008.






Federação Paranaense de Automobilismo
Rubens Maurílio Gatti
Presidente


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